Mês da Juventude: redução da jornada de trabalho pode ajudar mais jovens a estudar
Agosto é o Mês da Juventude, período que reforça a importância de discutir políticas públicas voltadas à educação, ao trabalho e às oportunidades para os jovens. Um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que a redução da jornada de trabalho pode ser um passo importante para que mais brasileiros consigam conciliar emprego e estudos.
De acordo com o Dieese, trabalhar mais horas não significa receber salários maiores. O estudo também aponta que jornadas longas dificultam a qualificação profissional. Entre os trabalhadores com ensino superior completo, é mais comum a jornada de 40 horas. Já entre quem tem ensino médio completo, predominam as jornadas entre 41 e 44 horas semanais.
O impacto é ainda maior entre os jovens. Os dados mostram que, quanto maior a jornada de trabalho, menor é a possibilidade de continuar estudando. Com base nesse estudo, o Dieese estima que uma redução da jornada semanal para 40 horas poderia permitir que até 425 mil jovens de 18 a 29 anos passassem a estudar enquanto mantêm um emprego formal.
A discussão sobre a redução da jornada voltou ao centro do debate nos últimos anos, especialmente com as mobilizações pelo fim da escala 6×1, com a tramitação do Projeto de Lei nº 1.838/2026, que prevê a redução da jornada semanal para 40 horas, sem redução salarial.
Para o Sindicato dos Comerciários de Fortaleza e Região, reduzir a jornada não representa apenas uma melhora na qualidade de vida dos trabalhadores, reduzir a jornada pode contribuir para ampliar a qualificação da mão de obra brasileira.
Aumentar as oportunidades para os jovens é favorecer o desenvolvimento econômico do país por meio de uma força de trabalho mais preparada.