No próximo domingo (04), o primeiro turno das eleições 2026 marca o início do processo de escolha e reflexão sobre os caminhos para o futuro do Brasil. É uma oportunidade para discutir que país queremos construir e quais direitos precisam ser defendidos nos próximos anos. Em meio a tantos discursos e promessas, uma pergunta merece espaço: o que cada candidato pretende fazer pela vida real das pessoas e quais candidatos defendem o direito da classe trabalhadora?
Para milhões de trabalhadores, temas como salário, jornada de trabalho, descanso e qualidade de vida são assuntos importantes que causam impactos em suas vidas. A discussão sobre o fim da escala 6×1, por exemplo, colocou em evidência uma realidade enfrentada diariamente por quem sofre de uma jornada intensa e tem pouco tempo para a família, para o lazer e a própria vida.
Pautas sociais também merecem atenção. Combate à pobreza, redução das desigualdades, valorização do trabalho, acesso à saúde e à educação e proteção dos grupos mais vulneráveis fazem parte de uma discussão que interessa a toda a sociedade. Mas existe também uma questão que não pode ser ignorada. O combate à violência contra as mulheres precisa continuar entre as prioridades do poder público. Leis de proteção, políticas de prevenção, acolhimento às vítimas e punição aos agressores dependem de compromisso político.
E porquê também não lembrar de cuidar do meio ambiente? A proteção das florestas, das águas e o cuidado com a cidade que moramos, não são apenas uma pauta ambiental pois estão diretamente relacionada à saúde, à alimentação, à moradia e ao futuro das próximas gerações. Por isso, compromissos ambientais devem ser importantes pois impactam diariamente no nosso bem-estar.
Sabemos que democracia também é convivência entre opiniões diferentes. Mas votar de forma consciente exige olhar além das promessas de campanha e além do discurso de ódio. O voto pode ser também um momento de reflexão. Que direitos queremos preservar? Que mudanças consideramos necessárias? Que país queremos construir e quais compromissos não podemos abrir mão de defender?
No fim, escolher um candidato é olhar para suas propostas, sua trajetória e seus compromissos. Porque a política não termina no dia da eleição. As decisões tomadas nas urnas continuam presentes no nosso trabalho, na nossa família, nas nossas cidades e no futuro das próximas gerações.
Votar é um direito. Fazer desse direito uma escolha consciente é uma responsabilidade de todos nós.





