Ato nas Farmácias – Sindicato cobra reajuste e respeito para os trabalhadores

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O setor de farmácia lucra bilhões enquanto os comerciários sofrem com proposta imoral de congelamento econômico e ataques à folga dominical das mulheres

Entre os dias 16 e 18 de julho, o Sindicato dos Comerciários de Fortaleza e Região mobilizou uma verdadeira força-tarefa em protesto a proposta patronal apresentada na mesa de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025, que já acumula mais de seis meses em atraso e sem previsão concreta de assinatura. A mobilização ocorreu em frente às lojas, com apoio da CUT, Fetrace, Contracs e sindicatos parceiros, para denunciar propostas que congelam feriados, vale alimentação e eliminam a folga quinzenal dominical para as mulheres.

As mobilizações iniciaram nos dias 9 e 10 com uma consulta popular voltadas para as mulheres comerciárias, sobre a folga quinzenal aos domingos — direito legal que está sendo DESRESPEITADO pelas empresas do setor de farmácia. Após essa ação, a diretoria do sindicato dos comerciários passou a organizar protestos em frente às farmácias, com o objetivo claro de denunciar e de pressionar a classe empresarial a negociar de forma digna e justa.

A proposta patronal é escandalosa e ofensiva à dignidade dos trabalhadores:

  • Reajuste salarial mínimo, que não acompanha a real necessidade dos trabalhadores;
  • Congelamento do vale alimentação; reajuste que não “compra nem um ovo”
  • Congelamento também na ajuda de custo dos feriados, reajuste defasado e sem correção justa;
  • Tentativa de obrigar as comerciárias a trabalhar dois ou mais domingos seguidos, eliminando o direito à folga quinzenal dominical que já está garantido por lei.

Todo esse ataque ocorre enquanto o setor de farmácia oficializa ganhos bilionários. Segundo dados da Abrafarma/IQVIA, o varejo farmacêutico brasileiro faturou aproximadamente R$ 158,4 bilhões em 2024, com alta de 11% sobre 2023 Poder360+1VEJA+1Mercado e Consumo+8VEJA+8Poder360+8. Outras fontes apontam faturamento ainda maior, chegando a R$ 220,9 bilhões no mesmo ano Abradilan+1Panorama Farmacêutico+1. Redes como RD Saúde mantêm lucros superiores a R$ 1 bilhão por ano LinkedIn+3Estadão RI+3Abrafarma+3. São números que evidenciam o contraste brutal entre a riqueza acumulada no topo do setor e os ataques contra os direitos mínimos dos trabalhadores.

Mesmo após cinco dias intensos de mobilização, não houve avanço significativo nas negociações. O setor patronal se mostra intransigente, oferecendo reajustes mínimos e ignorando as reivindicações de respeito e dignidade.

O Sindicato dos Comerciários de Fortaleza e Região reafirma seu compromisso com cada trabalhador e trabalhadora do comercio: não desistiremos da luta até garantir uma convenção coletiva justa, que respeite os direitos trabalhistas, os salários e a vida de quem faz o setor funcionar. Afinal, enquanto lucros astronômicos são registrados pelas grandes redes, os comerciários não podem ser reduzidos a migalhas. Continuaremos mobilizados e atuantes — nenhum direito a menos!

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