A programação do segundo dia do II Encontro Regional Nordeste da CONTRACS/CUT teve início na manhã desta quinta-feira (09), com a realização de debates voltados à conjuntura política e ao fortalecimento das entidades sindicais.
A primeira atividade do dia foi com a Mesa 1, que abordou o tema “Análise de Conjuntura e Eleições 2026”, com palestra da deputada estadual Dani Portela (PT/PE). Participou do debate como coordenadores a presidente do Sindicato dos Comerciários de Juazeiro do Norte (SEC Juazeiro), Toinha Gomes e Olinto Teonacio, representando a Federação dos Trabalhadores, Empregados e Empregadas no Comércio e Serviços do Estado do Ceará (Fetrace).
Durante os debates, foi destacada a importância do Nordeste no cenário político nacional e nas decisões eleitorais do país. Entre as principais pautas levantadas está o fim da escala 6×1, apontada como uma das maiores bandeiras da classe trabalhadora. Temas de forte impacto nas eleições de 2026 foram levantados, inclusive o fortalecimento de lideranças políticas voltadas à luta pelos direitos dos trabalhadores. Também foi mencionada a criação da plataforma “Pode Espalhar”, iniciativa voltada à ampliação da comunicação e das informações sobre as ações do governo.
Na sequência, a Mesa 2 tratou do tema “Financiamento Sindical”, com palestra do advogado e consultor trabalhista Arthur Weinberg. Foram apresentadas as principais fontes de custeio das entidades, como a contribuição assistencial, a taxa confederativa e a mensalidade associativa, além dos impactos da Reforma Trabalhista de 2017, que terminou com a obrigatoriedade do imposto sindical e provocou forte queda na arrecadação.
O debate destacou o julgamento do Tema 935 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a possibilidade de cobrança da contribuição assistencial, desde que assegurado o direito de oposição. Na ocasião, foi reforçada a necessidade do fortalecimento da sindicalização.
Durante o debate, o presidente do Sindicato dos Comerciários de Fortaleza e Região, Sebastião Costa destacou que, para além da taxa negocial, os sindicatos precisam pensar em outras possibilidades de sustentação financeira. Nesse sentido, ele reforçou a importância da busca por alternativas, como parcerias institucionais, a exemplo da A2M e a Paulident, que são parceiras do sindicato. A fala ressaltou que é fundamental que o movimento sindical se mobilize para ampliar essas estratégias, evitando a dependência exclusiva da taxa assistencial ou negocial e fortalecendo sua autonomia financeira.
As mesas se encerraram promovendo um espaço de diálogo e troca de experiências entre dirigentes sindicais da região Nordeste.
